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25 de Fevereiro de 2021 - 

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Atraso no atendimento do INSS durante pandemia deixa 34 mil capixabas aguardando benefícios

Depois de um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fechou 2020 com quase 1,7 milhão de pedidos de concessão de benefícios não atendidos, em todo o Brasil. No Espírito Santo, 34 mil capixabas estão na fila, aguardando uma resposta. Com o início da pandemia, o número de pedidos de benefícios no órgão só aumentou. Entretanto, o tempo em que as atividades presenciais ficaram suspensas no instituto causou atraso na análise dos processos. Um dos prejudicados pela situação, no Espírito Santo, foi Jorge Kleber Alves, que trabalhava como carregador de caminhão, em um empresa de transporte, e hoje está desempregado. Em agosto de 2019, uma empilhadeira o atingiu na perna e ele foi afastado do trabalho. Sete meses depois, em março de 2020, quando ia renovar o pedido de afastamento no INSS, não conseguiu. "Eu recebi até março, quando veio a pandemia. Eu tinha perícia no dia 25 ou 26, e tinha que pegar o laudo no dia 16. Quando eu liguei para marcar, eles pediram para voltar a marcar no dia 19. Dia 19 já estava tudo fechado", lembrou. Desde então, Jorge Kleber ficou sem o benefício, acabou saindo do emprego e vive de empréstimos e doações. "Está sendo doloroso. Um vem e paga o aluguel, outro vem e me dá um dinheiro para comprar o remédio. Estamos devendo, eu peguei dinheiro com algumas pessoas para me ajudar a comprar medicamento. Estou passando uma vida que só a misericórdia de Deus", lamentou. Do total de pedidos que aguardam resposta, em todo o país, quase 500 mil chegaram a ser analisados, mas ainda dependem de documentação complementar para uma resposta final. Para o advogado previdenciário Thyago Brito, além da parte burocrática, o número insuficiente de servidores também contribui para o atraso. "Pode ser pela escassez de mão de obra, pode ser pela não apresentação de um documento indispensável por parte do próprio segurado. Enfim, cada caso tem que ser analisado inpidualmente", frisou. Thyago Brito ressalta a necessidade de o trabalhador sempre procurar um advogado ou defensor público para resguardar os direitos trabalhistas e previdenciários. "Se não tiver condições de arcar com um particular, procure a Defensoria Pública. Junte toda a documentação pertinente — todos os laudos, todos os protocolos, todas as decisões, ainda que de indeferimento — e procure o especialista, que esse especialista vai analisar toda a documentação e tomar a medida mais adequada para solucionar o seu problema", orientou. "Lembrando que o INSS não está fazendo favor algum. É um direito de todo trabalhador que contribui efetivamente com a previdência", acrescentou o advogado.
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